O método...
Bom... o que eu poderia dizer sobre ele? O método é o caminho, ele se faz. Não
é você quem o cria. Eu não criei. Ele me criou. Criou os meus. Eu fui mestre,
mas os que estiveram comigo também o foram, mas o maior deles... o método. O
método flui. É como um rio. Tem seu leito. Segue seu curso quando quer, seca
quando convém, e sai arrastando tudo quando bem entende. Você pode planejar se
quiser, mas.... nem sempre as coisas acontecem como você planeja. Posso estar
tendo uma fala anticientífica aqui? Sim. Provavelmente. Mas não é essa a
intenção. Adoro a ciência. Prezo. Respeito. Todo o meu respeito a todos os
teóricos teatrais que me antecederam e os que virão depois de mim. Mas é por
isso que o projeto se chama "a caminho de um método", porque eu não
sei te responder se eu tenho um. Acho que a questão aqui é que a gente está
falando do elemento humano, e o elemento humano é sempre uma incógnita. Eu acho
que eu não tenho um método. Eu tenho verdades. Tenho convicções, paixões,
crenças, lutas. É assim que eu faço teatro. É assim que eu aprendi. É assim que
eu ensino. É assim que eu vivo o teatro. E nos momentos que deixei de viver
assim, adoeci. Aliás... de tantas quedas... eu tô voltando agora... Vou contar
um pouco dessa história. Talvez ela pareça confusa, talvez para os outros ela
não tenha o mesmo peso e significado que tem pra mim, talvez no final a gente
perceba que tudo é um delírio pessoal meu. Coisa de artista. Se no final vocês
que vão apenas assistir não entenderem... me desculpem. Espero, que pra quem
fez parte da história, tenha valido a pena. E se mesmo pra quem fez parte, não
foi tão relevante assim... digo que pra mim, foi e é... uma viagem
INDESCRITÍVEL!!!
Roberta Silva
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